Contratação da IBM é “inaplicabilidade do dever de licitar”, diz superintendente do Centro de Serviços Compartilhados da Cemig

“Tentam dar uma máscara de legalidade. Mas nem tudo que é legal, é moral” – enfatizou Professor Cleiton sobre o processo licitatório.

Os trabalhos dessa segunda-feira (30/08), na CPI da Cemig, na qual Professor Cleiton é vice-presidente, começaram com o depoimento do senhor Wantuil Dionísio Teixeira, superintendente do Centro de Serviços Compartilhados da Cemig, que falou na condição de testemunha.

O objetivo foi esclarecer a contratação bilionária, sem licitação, da IBM Brasil pela Cemig. A IBM foi contratada por R$ 1,1 bilhão para, ao longo de dez anos, prestar consultoria em transformação digital e implementar um modelo integrado de atendimento aos clientes, conhecido como omnichannel.

Segundo o senhor Wantuil, a “inaplicabilidade do dever de licitar” foi a modalidade de contratação da empresa IBM Brasil para gerir o serviço de call center da Cemig. O contrato foi assinado em 12 de fevereiro de 2021..

Outra situação controversa na qual o acordo com a IBM está envolvido diz respeito ao processo licitatório de fevereiro de 2020 para o serviço de call center na Cemig.

Denúncias apontam que, enquanto a empresa vencedora do certame, a Audac, não foi chamada para prestar o serviço, a AeC – até aquele momento responsável pelo call center e que ficou em segundo lugar no pregão – teria sido subcontratada pela IBM para a mesma atividade, de forma a estender sua atuação na Cemig mesmo depois de não ser selecionada na licitação.

Vale ressaltar que, a AeC foi fundada por Cássio Azevedo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Zema. O empresário faleceu este ano, vítima de câncer.

Professor Cleiton questionou o processo licitatório para a escolha da empresa que prestaria serviço de call center à Cemig, conforme ele, “a vencedora não levou e quem perdeu, foi subcontratada”. O que se faz valer, segundo Professor Cleiton, que há forte indício de favorecimento. Ainda em sua fala, professor Cleiton prezou respeito à memória de Azevedo.

“Tentam dar uma máscara de legalidade. Mas nem tudo que é legal, é moral” – enfatizou o deputado sobre o processo licitatório.

Sobre o longo contrato da Cemig com a IBM Brasil, Professor Cleiton disse que “não consegue ver brecha para firmar contrato por 10 anos. Contratos assim, segundo ele, têm que ter cinco anos.

Em uma de suas falas, o deputado estadual Professor Cleiton, vice-presidente da CPI da Cemig, ressaltou que, recentemente, o governador Romeu Zema disse que a CPI está investigado coisas pequenas, no entanto a comissão está investigando, na verdade, o maior contrato da história da Cemig.

Também esteve em pauta na reunião outras contratações diretas de serviços de consultoria e assessoramento técnico que não teriam sido feitas em conformidade com as normas internas da estatal. Professor Cleiton questionou a ex-superintendente de Relacionamento Comercial da empresa, Sílvia Cristiane Batista, sobre a atuação de empresas sem contrato na Cemig.

Foto: Sarah Torres/ALMG

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