CPI da Cemig: “existem provas robustas de irregularidades”, diz Professor Cleiton

Segundo Professor Cleiton, vice-presidente da CPI, existem provas robustas de irregularidades no âmbito da administração pública.

Nesta quinta-feira (9), a CPI da Cemig – na qual o deputado estadual Professor Cleiton (PSB) – ouviu o representante legal da empresa Audac Serviços Especializados de Atendimento ao Cliente S.A, José Roberto Romeu Roque.

Na condição de testemunha, José Roberto esclareceu sobre fatos envolvendo o processo licitatório realizado pela Cemig para a contratação de serviços de “call center”, a sua contratação e rescisão contratual e a contratação direta, sem processo licitatório, de outra empresa para o mesmo serviço.

Segundo José Roberto, após a Audac vencer a licitação para prestar serviço de “call center” à Cemig, foi enviado para companhia uma série de notificações, no entanto, sem nenhum retorno por parte da mesma.

A Audac, apesar de vencer licitação para prestar serviços de call center na Cemig, não recebeu autorização para o início da prestação do serviço por parte da diretoria da estatal. Em vez disso, a IBM – contratada por R$ 1,1 bilhão pela Cemig para, ao longo de dez anos, prestar consultoria em transformação digital e implementar um modelo integrado de atendimento aos clientes, conhecido como omnichannel e que, além disso, não teria expertise em atendimento humano, subcontratou outra empresa, a AeC, para prestar o serviço.

 Ao ser subcontratada pela IBM, a AeC estendeu, a partir do final de fevereiro, sua atuação na Cemig, mesmo depois de não ser selecionada na licitação, na qual ficou em segundo lugar.

Questionado pelo deputado Professor Cleiton se a Audac recebeu alguma proposta de bônus financeiro, seja pela Cemig ou pela IBM, para que renunciasse ao contrato de call center, de forma amigável, José Roberto alegou que não e, disse, ainda que a Cemig não convidou a empresa para participar da concorrência do projeto de atendimento ominichannel. De acordo com ele, Audac tinha grande interesse em realizar o serviço e sempre esteve apta.

CPI ouve ex-gerente de Direito Administrativo da Cemig

A Comissão desta quinta-feira (9), também ouviu o ex-Gerente de Direito Administrativo da Cemig, Daniel Polignano Godoy, a fim de prestar depoimento para esclarecer sobre as contratações diretas realizadas pela empresa no período apurado.

O executivo, que depôs na condição de testemunha, teria se recusado a assinar diversas dessas propostas de deliberações, que apontavam a suposta “inexigibilidade de licitação”. Por esse posicionamento, ele teria sofrido represálias dentro da empresa e, mesmo assim, tais documentos teriam sido submetidos ao Conselho de Administração e aprovados.

Diante do que estabelece o próprio Regulamento Interno da Cemig e a Lei Federal 13.303, de 2016, também conhecida como Lei das Estatais, esse esquema teria liberado o caminho para uma série de contratações suspeitas dentro da Cemig, todas referendadas pelo Conselho de Administração. Entre elas, está a contratação bilionária celebrada com a IBM Brasil.

Para Professor Cleiton existem “provas robustas de irregularidades. No âmbito da administração pública, as licitações existem para garantir que seja contratada a empresa pelo menor valor. A Cemig está pagando mais caro e o povo está pagando a conta”.

Foto: Luiz Santana/ALMG

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