Na CPI da Cemig, Professor Cleiton dispara: “o que estamos vendo são tentativas de burlar a lei!”

Para o deputado, que é vice-presidente da CPI, a má gestão, ou esta gestão irresponsável, faz cada mineiro pagar uma conta de luz mais cara a cada dia.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que investiga possíveis irregularidades na gestão e uso político da Cemig, na qual o deputado estadual Professor Cleiton (PSB) é vice-presidente, ouviu nesta quinta-feira (16), na condição de testemunha, a gerente de Compras de Materiais e Serviços da Cemig, Ivna de Sá Machado de Araújo.

Inva depôs sobre as sobre as contratações diretas bilionárias suspeitas realizadas pela empresa, sem licitação, desde 2019. Ivna teria substituído, em 8 de janeiro de 2021, o executivo Leandro de Castro como titular da Gerência de Compras de Materiais e Serviços da Cemig. Leandro já prestou depoimento aos deputados da CPI da Cemig no último dia 23 de agosto, quando revelou ter sido afastado como retaliação por exigir que todas as contratações da estatal seguissem os protocolos regulamentares.

A chamada inexigibilidade de licitação e a regularização de contratações depois dos serviços contratados já terem sido executados, expediente conhecido como “convalidação” e que deveria ser utilizado somente em situações emergenciais, têm sido uma prática cada vez mais frequente na atual gestão do diretor-presidente Reynaldo Passanezi Filho.

Segundo o apurado pela CPI da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho também foi diretamente beneficiado por esse expediente, já que teria dado aval, em 19 de janeiro do ano passado, à convalidação da contratação direta da Exec, empresa de headhunter especializada na seleção de executivos no mercado, que o selecionou.

Segundo Professor Cleiton, antes mesmo do depoimento de Ivna, o mesmo já era considerado essencial por dois motivos. Primeiro, para esclarecer o envolvimento dela nesse tipo de prática e, também, saber se, assim como seus colegas, ela vem sofrendo algum tipo de pressão para validar atos que não condizem com as boas práticas de gestão.

Em uma de suas falas, a depoente disse que não acompanha a questão dos contratos realizados pela estatal. De acordo com Professor Cleiton, antigos gerentes de suprimentos da Cemig também não acompanhavam. Portanto, conforme o parlamentar, “cai por terra toda narrativa de corrupção no setor, cai por terra toda necessidade de afastar gerentes do local”.

“Normas internas não têm poder normativo. O que estamos vendo são tentativas de burlar a lei” – disse Professor Cleiton. Segundo ele, depoimentos anteriores confirmaram que houve “significativo aumento de convalidações, que deveriam ser feitas em situações expecionais”.

Em outro ponto da reunião, Professor Cleiton ressaltou como o testemunho de Ivna Araújo evidenciou o contrato da Kroll, motivado por razões irrisórias para perseguição à quem fazia objeções nas contratações diretas.

Vale ressaltar que, a Kroll Associates Brasil, suspeita de espionar deputados, também teria se envolvido em um episódio de “arapongagem” de diversos servidores de carreira da Cemig, sobretudo da área jurídica.

Ainda durante a CPI, Professor Cleiton listou contratos feitos com empresas de São Paulo para investigarem questões que já estavam sendo investigadas pelo Ministério Público. “Os R$20 milhões, pagos às empresas contratadas sem licitação para investigar corrupção que já estava sendo investigada pelo Ministério Público, pagaria a conta de 134 mil famílias carentes” – enfatizou o parlamentar.

O deputado disse, ainda, ter recebido denúncias de que empreiteiras contratadas pela Cemig não estariam recebendo materiais, tendo que dar férias coletivas a empregados.

Uma denúncia, segundo o deputado, relatou que a área de suprimentos da Cemig, por falta de materiais de construção para manutenção de redes de distribuição, liberou compras de material sem licitação. Os valores chegaram a R$ 50 mil por item.

Por fim, Professor Cleiton questionou se a gerente de Compras de Materiais e Serviços da Cemig, já tinha se deparado com valores tão expressivos, tendo em vista que, segundo o deputado, só em 2021, foram R$ 1,3 bi em contratações diretas.

Para o parlamentar, a má gestão, ou esta gestão irresponsável, faz cada mineiro pagar uma conta de luz mais cara a cada dia.

Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

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